segunda-feira, novembro 24, 2025
Nessas últimas semanas, o assunto mulheres e a sociedade tem sido um tópico constante na minha cabeça. O triplex foi oficialmente alugado e virou residência fixa dos meus pensamentos.
Tudo começou com a leitura do mês no clube do livro do meu trabalho: Alias Grace, ou Vulgo Grace, aqui no Brasil. Eu, que já conhecia a história porque tinha assistido a minissérie da Netflix anos atrás, me surpreendi muito com a leitura. A visão que tive dessa vez, sendo hoje uma mulher de 30, foi muito diferente da visão da jovem de 20 e poucos.
A minha pira com esse livro foi tão grande que quero escrever um post só sobre ele. Mais uma vez, Margaret Atwood faz a gente refletir sobre o ser feminino na sociedade, suas implicações e consequências, ao contar a história de Grace Marks, adolescente acusada de homicídio em 1843. Uma história baseada em fatos reais.
Ao terminar o livro, já imersa nesse tema sobre mulheres, sociedade e patriarcado, acabei me deparando no YouTube com o debate da Carolline Sardá “1 feminista vs 20 antifeministas”. Em alguns momentos, meu cérebro quase escorreu derretido pelos meus ouvidos ao ouvir certos posicionamentos, mas no geral a discussão só alimentou ainda mais meus pensamentos recentes sobre as questões debatidas.
Depois disso, o YouTube começou a me entregar vários vídeos da Carolline em debates e podcasts. E, se você nunca ouviu essa mulher falando, eu super recomendo. Ela fala muito bem, é didática, calma e sempre cheia de referências e dados. Assim comecei a ver mais e mais vídeos da Carol falando sobre feminismo, e minha cabeça literalmente borbulhando em pensamentos.
Nesse final de semana, decidi ler o novo livro da S. Ganeff, Entrelinhas, lançado agora em outubro pela Editora Labrador. Talvez alguns de vocês saibam que trabalhei na Labrador por um tempo; talvez outros estejam descobrindo isso agora. Tive a oportunidade de conhecer a Sophia pessoalmente e fiquei super curiosa com esse novo livro, sua estreia na ficção, que tem uma premissa super interessante.
Eu não tinha percebido até então o quão conectado ao tema esse livro também estava. Mulheres, dessa vez, meninas. Meninas esquecidas pela sociedade, meninas que têm suas infâncias roubadas pelo tráfico humano, quando não suas vidas por completo. E, mais uma vez, a cabeça borbulha pensando no que significa ser mulher na sociedade em que vivemos hoje, na de anos atrás e na que ainda vamos viver no futuro.
“Assustador” ainda é a palavra em comum em todas essas experiências.
Mas a intenção real desse post é levantar essa pauta. Entre muitos pensamentos, um me preocupou muito: não falamos sobre isso o suficiente. Percebi que, na minha bolha, nunca conversamos sobre esse assunto porque teoricamente está tudo bem. Mulheres brancas, classe média, solteiras ou casadas, que trabalham e votam. Aparentemente já temos tudo o que precisamos. O feminismo já fez o suficiente por nós.
Mas será que fez mesmo? E as outras mulheres? As mulheres periféricas? As meninas traficadas? As mulheres que ainda hoje são escravizadas? As mulheres que não podem trabalhar? As mulheres que são donas de casa? As mulheres trans?
Por que não estamos falando sobre elas? Por que não estamos discutindo o que ainda precisa ser feito? Por que estamos deixando a pauta apenas para as feministas da linha de frente?
A gente precisa falar sobre isso. Deixar que essas conversas esfriem é abrir caminho para retrocessos, e em um mundo ainda liderado pelo patriarcado branco, qualquer passo para trás é perigoso para todas nós. Para nós, mulheres brancas, pretas, amarelas, marrons, cis, trans, e principalmente para aquelas que estão chegando nesse mundo agora.
Conversem com suas amigas sobre o assunto.
Ouça Caroline Sardá.
Leia Margaret Atwood.
Leia S. Ganeff.
Fale sobre mulheres, fale com mulheres, fale para mulheres.
quinta-feira, novembro 13, 2025
Sei que todos temos traumas, inseguranças e questões em geral que acabam nos atrapalhando de alguma forma. Às vezes, retendo o nosso próprio potencial. Às vezes nos impedindo de viver algo incrível, ou de apenas viver o ordinário, que muitas vezes é incrível por si só, na sua simplicidade.
Recentemente, eu dei um primeiro passo. Um primeiro passo que queria ter dado há 10 anos, um primeiro passo que ficou guardado em algum canto do meu pensamento por anos, um primeiro passo que foi ensaiado constantemente, mas sempre voltava pra sua caixinha, porque os muitos “porquês”, explicações e inseguranças pesavam demais essa caixa para que eu pudesse retirá-la dali.
Mas eu tirei. Como arrancar um band-aid ou como quem inicia uma contagem regressiva: num dia falei “eu vou”, no outro dia eu realmente fui. E adivinha só: foi muito mais leve do que eu achei que seria. Mais uma vez reparei que eu estava me prendendo numa narrativa que criei na minha cabeça, que fiz parecer muito maior do que era, que fiz parecer um problema, porque eu estava com medo. Medo de mudar, medo de tentar, medo de triunfar, talvez.
Se você está se prendendo de alguma forma, desejo do fundo do coração que consiga se libertar. Que consiga se libertar dos seus medos, inseguranças e do seu autojulgamento. Que você também consiga dar esse primeiro passo, e que ele te ajude a ser mais livre, mais leve e mais feliz.
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Sabe quando você começa uma série achando que vai assistir só um episódio pra "ver qual é", e quando percebe, já é madrugada? Pois é, foi exatamente isso que aconteceu comigo com duas produções brasileiras recentes que simplesmente me prenderam do começo ao fim.
⛓️Tremembé - intensa, humana e impossível de largar
Eu estava super ansiosa pra assistir Tremembé desde o trailer, e confesso que maratonei tudo em um único dia. A série é curtinha, os episódios passam voando, e quando percebi, já estava torcendo pra ter uma segunda temporada.
Você provavelmente já ouviu alguém comentando por aí, mas pra contextualizar: Tremembé retrata a rotina dentro da prisão mais famosa do Brasil, onde ficam presos os autores dos crimes mais comentados do país, além de policiais e pessoas que precisam de alguma proteção extra por segurança.
Nesse cenário, acompanhamos o dia a dia de nomes que marcaram o noticiário brasileiro, como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, os Nardoni e os irmãos Cravinhos. A série mostra tanto a convivência dentro da prisão quanto os crimes que levaram cada um deles até lá.
A produção é excelente, roteiro envolvente e atuações convincentes. A caracterização dos personagens é tão realista que em certo momento comecei a realmente a misturar a feições de pessoa real x personagem na minha cabeça.
🎰 Os Donos do Jogo - adrenalina, samba e poder
Agora, uma surpresa total pra mim foi Os Donos do Jogo. Mesmo com tanta gente elogiando, comecei a assistir sem grandes expectativas e terminei completamente viciada! Passei o fim de semana inteiro maratonando e, quando acabou, fiquei com aquele vazio pós-série.
A trama acompanha um jovem determinado a subir na hierarquia dos bicheiros do Rio de Janeiro, disposto a tudo para conquistar respeito e poder.
A série é uma mistura de violência, política, samba e tensão, com momentos de muita adrenalina em quase todos os episódios. É impossível assistir sem se envolver, você torce, sofre e até simpatiza com personagens que, na vida real, você odiaria.
O roteiro é dinâmico, a ambientação está impecável e o elenco entrega tudo! Cada episódio termina com aquele gancho que te faz pensar: “ok, só mais um episódio”, e lá se vai a madrugada.
Quando terminei, tentei começar a nova temporada de Maxton Hall, mas não consegui. Meu cérebro ainda estava vivendo toda a intensidade dos bicheiros e do submundo carioca.
Pra fechar…
Essas duas séries mostram o poder das produções brasileiras: roteiros bem amarrados, atuações potentes e histórias que prendem de verdade. Tanto Tremembé quanto Os Donos do Jogo provam que o audiovisual nacional está vivendo uma fase excelente.
Então fica aqui a dica pra sua próxima maratona:
- Se quiser algo mais introspectivo e psicológico, vá de Tremembé (prime video).
- Se quiser ação, ritmo e emoção, vá de Os Donos do Jogo (netflix).
E claro: se você já assistiu alguma delas, me conta aqui nos comentários o que achou, quero saber se você ficou tão obcecada quanto eu. Ou, se tiver outra produção brasileira que te prendeu recentemente, manda a recomendação, estou sempre em busca da próxima maratona.
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quarta-feira, outubro 29, 2025
Preparem as suas paletas, porque as novas cores da próxima temporada já foram reveladas, e seguiremos na vibe Wicked.
A WGSN já revelou o estudo com as cores que vão dominar o universo da beleza no próximo outono/inverno. São quatro tons principais: Russet, Peaceful Lilac, Maize e Deep Green, mas as grandes apostas ficam por conta do verde profundo e do lilás sereno.
💚 Deep Green
Um verde profundo, elegante e misterioso, que traz aquele ar de sofisticação clássica do tipo “acabei de sair de um castelo antigo na Escócia”.
💜Peaceful Lilac
Um lilás sereno, perfeito pra quem quer desacelerar e se conectar com o lado mais leve da vida. Além de combinar lindamente com o Deep Green.
Visual que sou, é claro que fiz um moodboard pra entrar no clima! Agora me digam: vocês são mais #VerdeRainha ou #LilásPrincesa? Confesso que estou ansiosa pra ver o que vem por aí dessa mistura.
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terça-feira, outubro 21, 2025
Pelo amor de Deus, como alguém pode ter reunido tantos absurdos em uma série só e ainda conseguir emocionar?
Se você já assistiu Shameless, sabe que o próximo absurdo sempre será maior que o anterior, e o melhor (ou pior) é que eles ainda conseguem te surpreender e chocar. Juro pra vocês que meu choque tem sido tão grande com essa série que chega a ser claramente — e consideravelmente — sonoro. Isso quando eu não levanto do sofá com as mãos na cabeça, completamente atordoada com o que tô vendo.
E agora eu tenho certeza que você ficou minimamente curioso pra assistir (ou reassistir) à série. Pode falar, vai.
| Imagem: Showtime Networks Inc. |
Shameless — a versão original é britânica, mas ainda não assisti, e ouvi comentários de que não é tão boa quanto a estadunidense — esteve no ar entre 2011 e 2021 pelo canal Showtime. E desde o 1º episódio, a série é simplesmente dedo no c* e gritaria, ocasionalmente te levando às lágrimas.
Basicamente, acompanhamos a vida da família Gallagher e todos os seus desafios de sobrevivência, convivência e conflitos pessoais. A família é completamente disfuncional, pais viciados, que nunca tiveram responsabilidade nenhuma, e tudo isso recai sobre a filha mais velha, que se vê obrigada a cuidar dos cinco irmãos mais novos e (sobre)viver da melhor forma possível.
O segredo de Shameless funcionar tão bem está exatamente na falta de limite a que somos levados. Durante as temporadas, eles abordam absolutamente todos os tipos de assunto: doenças mentais, abuso de substâncias lícitas e ilícitas, violência, prostituição... e por aí vai. Essa ausência de limite nos personagens nos coloca na beira do precipício, te fazendo arrancar os cabelos com tantos absurdos acontecendo. E o que, pra muita gente, pode parecer exagerado e irreal, pra mim é uma constante reflexão sobre as nuances do ser humano, de estar vivo, de sentir, agir e responder aos instintos (ou não).
Os pensamentos mais frequentes na minha cabeça assistindo Shameless são sempre: “Não é possível!”, “Nem a pau!!”, “Não acredito!!!”. Seres humanos mostrando o lado mais feio, nu e cru de ser humano, mas também conseguindo trazer à tona o mais bonito. Mesmo chegando (e às vezes ultrapassando) os limites, os personagens ainda puxam a linha da empatia e fazem a gente sentir pena, carinho e até proteção por eles.
Frank talvez seja um dos personagens mais desprezíveis que já vi, e ainda assim, em certos momentos, eu chorei por causa dele. Essa é a grande sacada dos criadores da série: te fazer enxergar o pior e o melhor do mesmo ser humano. É simplesmente genial, e cria um laço fortíssimo entre a gente e a série. Os fãs do Mickey Milkovich que o digam, não é mesmo?
Lembro que Shameless era um grande hit no Tumblr no auge da plataforma, e eu era louca pra assistir, mas nunca tive acesso. Hoje, a série está disponível na Netflix, Prime Video e HBO Max, e sinceramente? Tenho certeza de que assistir a essa série aos 30 tem me gerado muito mais reflexão do que teria aos meus 17.
Em pouco mais de um mês, assisti a sete temporadas e agora estou na oitava curiosíssima pra saber o que mais vem por aí. Mas me conta: você já assistiu alguma das versões de Shameless? O que achou? Se ainda não assistiu, fica aqui a recomendação. Mas já deixo o aviso de gatilho: absolutamente todos os possíveis.
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segunda-feira, fevereiro 10, 2025
Então, aqui estamos: 2025!
Um novo ano, um novo começo. Adoraria saber quais são seus planos para este ano. Quais são suas metas? sonhos? O que você realmente deseja para este ano?
Talvez você queira um emprego ou uma promoção. Talvez busque por relacionamentos mais significativos e profundos. Quem sabe se mudar de cidade ou viajar. Pode ser que você queira uma nova versão de si. Seja lá o que for, você está no caminho certo. Querer já é o primeiro passo dessa jornada.
Sejamos honestos: mudanças são difíceis, principalmente se tratando de mudanças internas. Mas talvez, esse seja o seu ano. O seu ano de girar a chave para um ano de realizações.
O que tem te impedido? Dúvidas? Experiências antigas? Inseguranças? E o que vai te levar a alcançar esses objetivos? O importante a se fazer é entender e reconhecer esses pontos para conseguir dar o próximo passo. São esses pequenos passos diários que nos fazem chegar lá. Seja lá onde for ou o que for para você.
Durante esses passos, não se esqueça de ser gentil e amoroso consigo mesmo, mesmo naqueles dias mais difíceis. O progresso nem sempre é rápido, e está tudo bem. Não é sobre ser perfeito, é sobre se tornar. É sobre ser.
E você consegue! Que 2025 seja um ano de crescimento, possibilidades e realizações.
Com amor,
Brenda
quarta-feira, outubro 09, 2024
Estou obcecada por tapetes lindos que jamais poderei comprar.
Em algum momento da minha vida online, me deparei com o Designer Rugs, e desde então tenho duas certezas: nunca encontrarei tapetes tão lindos quanto os dessa loja, e dificilmente terei um, já que o site é australiano, com preços em dólares, e o frete para o Brasil seria exorbitante.
O site é um projeto comunitário que reúne tapetes de diversos artistas e designers, de grandes profissionais a novatos independentes. Ainda que fora do meu alcance no momento, podemos admirar essas belezas e imaginar mil combinações para a casa dos sonhos, certo?
Links:
- Flamboyance - Catherine Martin - $8,640
- Malibu - Greg Natale - $5,200
- Honeybee - House Of Heras- $5,100
- Tangency - Student Designs- $1,950
- Haven - Patricia Braune- $1,750
- Wattle Delight - House Of Heras- $5,733
- Walter - Community - $3,960
- Cinnamon Bloom - House Of Heras - $5,100
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